Neste período de incerteza, muitas pessoas estão a recorrer aos livros para fugir ao confinamento e lidar com a ansiedade.

De facto, os livros têm a capacidade única de nos entreter e instruir ao mesmo tempo. Permitem-nos explorar universos para além da nossa experiência pessoal expondo-nos a uma diversidade de autores, ideias e culturas. São um meio de aceder aos recantos mais profundos da nossa mente. Página após página, iluminam um caminho que podemos percorrer, sem limites de tempo ou fronteiras. Por outras palavras, os livros dão-nos liberdade.

É do poder dos livros que todos precisamos num momento como este, pois recorda-nos a importância fundamental da literatura – e das artes em geral - nas nossas vidas.

Ao celebrarmos os livros, estamos também a celebrar os seus autores, que nos oferecem trechos de vida e vislumbres de outras realidades. Abrem uma janela sobre o mundo, mais precisamente, uma janela sobre outros mundos e outras formas de existência. Por este motivo, todos os anos, a 23 de abril, o dia em que faleceram os ilustres autores William Shakespeare, Miguel de Cervantes e Inca Garcilaso de la Veja, celebramos escritores cujas obras têm cativado a nossa imaginação durante séculos.

Hoje, prestamos também homenagem a todas as profissões relacionadas com os livros - edição, tradução, publicação e venda – que tornam possível a divulgação do nosso património literário, permitem a expressão de novas ideias e a divulgação de histórias.

Estas profissões devem ser protegidas e o seu valor reconhecido. Isto é ainda mais relevante em plena pandemia de COVID-19, que representa uma ameaça profunda e duradoura para a cultura.

Por esta razão, a UNESCO apoia o trabalho dos editores através de iniciativas como as suas parcerias com a Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Bibliotecas (IFLA) e a Associação Internacional de Editores (IPA).

O poder dos livros deve ser plenamente aproveitado. Temos de assegurar o seu acesso para que todos possam refugiar-se na leitura e, ao fazê-lo, ser capazes de sonhar, aprender e refletir. Este é o significado do compromisso assumido por Tbilisi, Geórgia, que, a 23 de abril, se torna a Capital Mundial do Livro 2021. A UNESCO designou esta cidade devido ao seu enfoque na utilização de tecnologias modernas para promover a leitura entre os jovens. O seu programa "Ok. Então o seu próximo livro é...?" tem procurado transformar livros em jogos digitais e tem ajudado a garantir o acesso de todos.

Numa altura em que o valor da leitura é inestimável, torna-se clara a importância do nosso empenho na integração, educação e paz na e através da leitura.

Assim, neste Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, convido todos e cada um a pegar num livro, começar a virar as páginas e encontrar nele uma lufada de ar fresco que vos ajudará agora e no futuro.

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