FALCOARIA, PATRIMÓNIO HUMANO VIVO

Emirados Árabes Unidos, Áustria, Bélgica, República Checa, França, Hungria,República da Coreia, Mongólia, Marrocos, Qatar, Arábia Saudita, Espanha,República Árabe da Síria, Alemanha, Cazaquistão, Itália, Paquistão e Portugal

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@Câmara Municipal de Salvaterra de Magos
©Gonçalo Abreu 
© Sa Cortes

2016 – Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade
Sendo originalmente um método de obtenção de alimentos, a prática da falcoaria tem evoluído ao longo do tempo no sentido de se associar à conservação da natureza, ao património cultural e às atividades sociais dentro e entre comunidades. Seguindo o seu próprio conjunto de tradições e princípios éticos, os falcoeiros treinam, fazem voar e criam aves de rapina (que abrangem, além dos falcões, aves como as águias e outros accipitrídeos), desenvolvendo um vínculo com as aves e tornando-se os seus principais protetores. Esta prática, presente em muitos países do mundo, pode variar no que se refere a determinados aspetos como, por exemplo, o tipo de equipamento utilizado, mas os métodos permanecem similares. Os falcoeiros veem-se como um grupo, podendo viajar semanas seguidas executando a sua prática e partilhando à noite as suas histórias. Consideram que a falcoaria estabelece uma relação com o passado, particularmente nas comunidades onde a prática constitui uma das poucas ligações com o ambiente natural e a cultura tradicional. Os conhecimentos e competências são transmitidos de forma intergeracional no seio da família mediante sistemas de tutoria formal, aprendizagem, ou cursos de formação ministrados em clubes e escolas. Em alguns países, os futuros falcoeiros devem obter aprovação num exame nacional. Os Encontros e Festivais constituem oportunidades para as comunidades partilharem os seus conhecimentos, promoverem a sensibilização e promoverem a diversidade.

 

FALCONRY, A LIVING HUMAN HERITAGE

United Arab Emirates, Austria, Belgium, Czech Republic, France, Germany, Hungary,Italy, Kazakhstan, Republic of Korea, Mongolia, Morocco, Pakistan, Qatar, SaudiArabia, Spain, Syrian Arab Republic and Portugal


2016 - Representative List of the Intangible Cultural Heritage of Humanity

Originally a method of obtaining food, the practice of falconry has evolved over time to be more associatedOriginally a method of obtaining food, the practice of falconry has evolved over time to be more associatedwith nature conservation, cultural heritage and social engagement within and amongst communities.Following their own set of traditions and ethical principles, falconers train, fly and breed birds of prey (whichincludes besides falcons, birds such as eagles and hawks) developing a bond with them and becoming theirmain source of protection. The practice, present in many countries around the world, may vary regardingcertain aspects, for example the type of equipment used but the methods remain similar. Falconers regardthemselves as a group and may travel weeks at a time engaging in the practice, while in the eveningsrecounting stories of the day together. They consider falconry as providing a connection to the past,particularly for communities for which the practice is one of their few remaining links with their naturalenvironment and traditional culture. Knowledge and skills are transmitted in an intergenerational mannerwithin families by formal mentoring, apprenticeship or training in clubs and schools. In some countries, anational examination must be passed in order to become a falconer. Field meetings and festivals provideopportunities for communities to share knowledge, raise awareness and promote diversity.

 

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